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mecânica - prática 7
 

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Ajustes específicos

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    Abaixo um freio modelo VBrake

    imagem autorizada: www.sram.com

     
    A maioria das bicicletas roda por ai com freios mal regulados ou, pior, simplesmente sem freios, o que é um absurdo total.

    Regular freios corretamente é a base de uma bicicleta segura. É também um diferencial entre bons e maus mecânicos. Não é só alinhar corretamente as sapatas. É preciso que o sistema esteja ajustado às necessidades do ciclista.

    É praticamente impossível fazer o sistema de freio funcionar bem, quando suas peças e componentes são de baixa qualidade. E aqui fica nossa primeira recomendação para que o freio funcione minimamente bem e você pedale seguro:

    NÃO RECOMENDAMOS:

    1. manetes de plástico

    2. cabos de freio baratos, pouco flexíveis ou de baixa qualidade (você dobra e ele fica na posição que foi dobrado)

    EVITE:

    1. freios fabricados em chapa de aço

    2. freios fabricados em alumínio fundido

    3. aros de aço

    4. comprar componentes do sistema de freio em separado porque podem não ser compatíveis entre si

    RECOMENDADO

    1. manetes de alumínio forjado

    2. que os manetes tenham ajuste de curso

    3. cabos, conduites e sapatas para reposição que sejam da mesma marca do original

    4. cabos de freio com vários filamentos, que sejam bem flexíveis ou importados (o bom cabo tende sempre a retornar para uma linha reta, mesmo depois de ser dobrado)

    5. que os freios tenham ajuste de pressão de mola

    Há vários sistemas de freio, uns com maior ou menor poder de frenagem. É vital que o sistema funcione bem e não quebre no momento de emergência, fato muito comum com freios e componentes de má qualidade.

    O importante é que a bicicleta pare com precisão, sem trancos e sem que a roda trave e arraste no chão. O ciclista deve sempre parar a tempo sem ser cuspido da bicicleta.

    Checagem inicial para o correto ajuste do freio:

    A) Roda

    1. a roda deve estar bem presa e perfeitamente alinhada e centrada no quadro ou garfo

    2. o aro não pode ter deformações

    3. o aro deve estar seco; não pode estar engordurado

    B) Cabo e conduite

    1. o cabo deve estar em perfeitas condições em ambas as extremidades, mesmo assim sempre leve em consideração que cabo novo é uma ótima garantia.

    2. conduite mal cortado (muito comum) fica com rebarba nas pontas, o que pode cortar o cabo. Deixe as pontas planas e sem rebarbas.

    C) Sapatas de freio

    1. toda sapata de freio tem rebaixos na borracha que servem como marca de desgaste. Quando estes rebaixos estão prestes a desaparecer, é porque está na hora de trocar a sapata.

    2. caso a regulagem anterior tenha deformado a sapata de freio, recomendamos a troca mesmo que ainda tenha uma certa vida útil.

    D) Pivôs de freio

    Todo freio mecânico trabalha sobre um pivô ou um eixo. Normalmente este pivô contém uma mola de retorno do freio necessária para que a sapata não fique constantemente encostada no aro.

    1. veja se não há uma folga muito grande ou se o freio está preso e não gira no pivô.

    2. se há folga, aperte o parafuso de fixação do freio, porém, sem travá-lo. No caso de freio ferradura, aperte a porca e trave-a com a contra-porca, tirando a folga do sistema, mas sem travar o livre funcionamento do freio.

    Regulagem do freio

    Trocando as sapatas de freio:

    1. coloque as duas sapatas no freio e só aperte a porca o suficiente para que a sapata não caia no chão;

    2. a posição correta da sapata é em paralelo com a parede e a borda inferior do aro;

    3. com um dedo pressione suavemente a sapata contra o aro para evitar que saia da posição paralela ao aro;

    4. aperte um pouco a porca de um lado e depois do outro;

    5. as duas alavancas de freios devem ter, de preferência, o mesmo ângulo de inclinação nos dois lados, formando um "V" perfeito (aberto para cima, exatamente como a letra V);

    6. a sapata de freio deve guardar distância do seu freio igual ou próxima da sapata que fica do outro lado do aro. É a única maneira de se conseguir o "V" perfeito no sistema de freio. Isto é importante principalmente no freio cantilever.

    As sapatas dos freios, em especial as de um cantilever, sofrem tendência de movimentar-se no sentido do centro da roda quando acionados com a bicicleta em movimento. Portanto, evite regular as sapatas com seus eixos posicionados na horizontal ou apontando para o centro da roda.

    Abaixo um freio modelo cantilever

    imagem autorizada: www.sram.com

    Ajuste final

    1. cheque mais uma vez para ver se as sapatas se encontram perfeitamente em paralelo com o aro;

    2. aperte suavemente a porca de fixação da sapata, segurando-a com os dedos para que não saia de posição na hora do aperto;

    3. acione o sistema de freio para checar se as duas sapatas encostam no aro em posição semelhante. As sapatas devem ser ajustadas com a mesma distância do aro, tornando assim a frenagem mais eficiente.

    4. Dê o último aperto nas sapatas e faça a última checagem para certificar se está tudo bem.
     

    câmbios
     
    Câmbio traseiro - ajuste de curso:

    imagem autorizada: www.sram.com

     
    Há dois parafusos de ajuste de curso do câmbio traseiro. Um está marcado com "H" (do inglês - high: alto) e o outro com "L" (do inglês - low: baixo). Servem para limitar o curso do câmbio.

    Olhando por trás do câmbio:

    1. ajuste o parafuso "H" até que a roldana superior do câmbio esteja perfeitamente alinhada com a menor coroa (marcha mais dura ou rápida) da catraca

    2. ajuste o parafuso "L" até que a roldana inferior do câmbio esteja perfeitamente alinhada com a maior coroa (marcha mais mole ou lenta) da catraca.

    Ajustar as mudanças de marcha:

    1. ajuste o parafuso "L"

    2. Colocar a corrente na menor engrenagem da catraca.

    3. acionar a alavanca de câmbio para subir uma única marcha

    4. caso a corrente não tenha mudado de marcha, esticar o cabo no parafuso do câmbio até que ela mude de marcha

    5. acionar de novo a alavanca de câmbio para subir mais uma marcha.

    6. com a corrente nesta marcha, olhar por trás do câmbio e ver a distância entre a corrente e a próxima engrenagem: esta não deve exceder 1 mm.

    7. quanto mais próximo a corrente estiver em relação a coroa, mais rápido será o engate para amolecer a pedalada. Quanto mais longe estiver mais lento será, mas em compensação mais rápido será a mudança de marcha para endurecer a pedalada. Ao gosto do freguês
     

     
    Câmbio dianteiro:

    imagem autorizada: www.sram.com
     

    Instalação completa:
     
    1. a guia externa do câmbio dianteiro deve estar alinhada com a maior coroa da pedivela - olhe por cima e alinhe
     
    2. a distância entre o câmbio dianteiro e a coroa maior da pedivela deve ser aproximadamente de 3 mm - olhe de frente a engrenagem a o câmbio
     
    3. estique o cabo na alavanca de câmbio até que o indexado esteja subindo e descendo bem a corrente
     

    Ajuste de curso - lado interno:
     
    4. troque as marchas e coloque a corrente na coroa menor da pedivela (câmbio dianteiro)
     
    5. troque as marchas do câmbio de trás até que a corrente fique na maior engrenagem da catraca ou cassete
     
    6. ajuste o parafuso com a indicação "Low" até que a parede de dentro do câmbio (no lado interno) fique a uma distância de aproximadamente 1,5 mm da corrente
     

    Ajuste de curso - lado externo:
     
    7. troque as marchas e coloque a corrente na coroa maior da pedivela (câmbio dianteiro)
     
    8. troque as marchas do câmbio de trás até que a corrente fique na menor engrenagem da catraca ou cassete
     
    9. ajuste o parafuso com a indicação "High" até que a perede de dentro do câmbio (no lado externo) fique a uma distância de aproximadamente 1,5 mm da corrente
     

    - Os parafusos de limite fazem com que a corrente não caia para fora ou para dentro
     
    - A corrente não deve raspar nas paredes internas do câmbio dianteiro
     

     

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