capítulo 21. acessórios e equipamentos  

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Regra ZERO: Concentre todos seus esforços para ter uma boa bicicleta e, só depois pense em acessórios e equipamentos.
 
O pior erro que se pode cometer é comprar uma bicicleta sem qualidade e tentar melhorá-la aos poucos. Por mais que você queira, não vai funcionar. Não há nada mais ridículo e perigoso que tentar melhorar uma bicicleta sem qualidade com peças e acessórios de alto padrão.
É possível contar inúmeras histórias de pessoas que adquiriram bicicletas muito baratas, com valor de R$100,00 por exemplo, e gastaram mais R$600,00 para equipá-la, e ainda ficaram insatisfeitas porque nada funcionava direito.
Acessórios e equipamentos de qualidade são projetados para ser instalados em bicicletas que respeitam padrões mínimos de qualidade. Do contrário, quebram.
 
O que é essencial e o que só serve para incrementar a bicicleta?
 
Essencial é tudo o que diz respeito a sua segurança ou sobrevivência, seja no trânsito, na trilha, na estrada ou em qualquer condição especial.
Acessórios e equipamentos opcionais são incrementos e depende do gosto ou necessidade pessoal. Há ainda os acessórios e equipamentos que são para uso pessoal do ciclista.
 
Acessórios obrigatórios por Lei:
 
Código de Trânsito Brasileiro

- Art 105 - VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.
 
Campainha: é importante para avisar pedestres ou outros ciclistas, mas é necessário ter consciência que seu som curto e agudo é praticamente inaudível para motoristas e motociclistas. Indicamos a campainha tipo sino, não elétrica e de acionamento mecânico. A campainha deve ser posicionada no guidão da bicicleta e acionada através do polegar do ciclista.
 
Sinalização através de refletores: são de extrema importância para a segurança do ciclista, portanto devem ter a melhor qualidade possível, tanto o refletor em si quanto seu suporte. Mesmo em bicicletas de competição é possível e recomendável ter área refletiva sem adicionar peso, o que pode ser conseguido através de adesivos especiais.
 
Espelho retrovisor: O Brasil é um dos únicos países a tornar seu uso obrigatório. Há vários textos na imprensa especializada internacional desaconselhando o uso do espelho retrovisor fixo em bicicletas. As principais razões (baseado em estatísticas e estudos): é muito mais importante para a segurança do ciclista ver o que vem pela frente do que ficar gastando tempo com o que vem por trás; e a vibração da bicicleta causa grande imprecisão na imagem do espelho.
Colisão por trás do ciclista é raro. Bem menos que 1% dos acidentes. A grande maioria dos acidentes é provocada por algo que veio de frente para o ciclista.
Artigos publicados em revistas especializadas dos EUA e Europa questionam seriamente a utilidade do espelho retrovisor ou se posicionam contra o seu uso. Todos estes artigos baseiam-se em estudos e pesquisas. O único espelho que funciona de fato, não vibra e dá uma visão relativamente clara é um pequeno modelo que é fixado nos óculos ou no capacete. Mesmo assim, o que importa é o ciclista manter seus olhos no que vem pela frente, respeitar as regras de trânsito e sinalizar com antecedência suas intenções.
 
Obrigatório ou não, acessório ou equipamento não podem piorar as condições de segurança do ciclista ou prejudicar o funcionamento da bicicleta.
 

Refletores, lanternas e faroletes

 
Lanterna e farolete só não são mais importantes do que um jogo de bons refletores porque o ciclista pode esquecer de acendê-los, acabar a bateria ou queimar uma lâmpada.
 
Hoje há uma série de opções no mercado. Infelizmente, aqui no Brasil ainda é difícil encontrar faróis e lanternas acionados por dínamo, principalmente com o dínamo embutido no cubo da roda dianteira, tecnologia que segura menos a bicicleta do que o dínamo de pneu. Há uma nova geração de sistemas de iluminação para bicicletas acionada por dínamo que retém energia e mantém a iluminação por um tempo depois que a bicicleta está parada, o que aumenta muito a segurança.
Dos modelos à pilha é muito importante que a opção seja por aqueles de qualidade superior porque gastam menos energia e são mais resistentes. Os mais baratos costumam ser muito frágeis e gastam mais energia, portanto são menos seguros e ambientalmente incorretos.
 
Há uma série de opções de função para lanternas e faróis. Para lanternas traseiras não são necessárias mais que duas opções: luz fixa ou pisca-pisca, sendo que o pisca-pisca serve para trânsito mais intenso.
 
A principal razão da iluminação dianteira numa bicicleta é posicionar o ciclista no trânsito. Faroletes brancos, de luz fixa, cumprem bem o serviço. Faróis para bicicleta usam muita energia, necessitam de muitas pilhas, portanto são pesados. São recomendáveis para viagens ou competições em locais sem qualquer iluminação pública. Faroletes ou faróis pisca-pisca mais atrapalham do que ajudam na segurança do ciclista porque, não raro, ofuscam a visão de motoristas, motociclistas e também de outros ciclistas.
 
É importante verificar a compatibilidade do sistema de fixação da lanterna / farolete com a bicicleta. Não adianta nada, por exemplo, ter uma boa lanterna escondida atrás da roda ou do bagageiro. A luz gerada deve estar livre de interferências e completamente visível pelo trânsito.
 
Refletores
Os refletores devem ser fixados na bicicleta o mais baixo possível para que reflitam a luz dos faróis de carros e motos. Exemplos de conjuntos de refletores que podem ser vistos em maior distância:
 
  • refletores de rodas (sinalização lateral)
  • refletores de pedais (sinalização frontal e/ou traseira)
  • refletor aparafusado na gancheira traseira esquerda do quadro da bicicleta (sinalização traseira)
  • adesivos colados nas duas pernas do garfo próximo ao eixo da roda (sinalização lateral)
     
    Lanternas com luz própria
    As lanternas devem ser instaladas na traseira, na parte mais alta da bicicleta, no canote, logo abaixo do selim. Não faz mal a ninguém ter uma segunda unidade menor no capacete ou na mochila.
     
    Faroletes ou faróis dianteiros
    Os faroletes ou faróis dianteiros podem ser fixados no guidão ou, com uma pequena adaptação, na ferradura da suspensão. O facho de luz não deve ser regulado de forma a apontar para os olhos dos motoristas.
     
    Acessório e equipamento de boa qualidade vai acompanhá-lo por toda vida.
    Não economize, principalmente nos essenciais.

     
  • segurança que não está na Lei

     
    Para o ciclista; por ordem de prioridade:
     
    1. óculos de proteção: importantes nas condições de meio ambiente que temos hoje. O olho é um órgão delicado e a visão não tem preço. Não compre óculos de má qualidade ou falsificado; não seja louco!
     
    2. capacete deve ter múltiplos ajustes, proteção de nuca acolchoada e ser bem ventilado. Viseira é interessante.
     
    3. luvas feitas de tecido que respira, almofadada e em couro na palma da mão.
     
    4. tênis ou calçados de sola que não escorregue no pedal. Mantenha os cadarços presos, evite que eles enrosquem no pé de vela e coroa. Evite solados de cravos altos que tiram a posição correta de apoio do pé no pedal.
     

    outros opcionais recomendados

     
    Mais uma vez insistimos: evite comprar produtos de má qualidade. O barato sai caro.
     
  • Suporte de caramanhola / garrafa de água: podem ser chamados de vitais. Estes equipamentos devem ser resistentes e de fácil encaixe. A caramanhola deve ter, preferivelmente, bico de diâmetro largo, facilidade de abrir e fechar e não deve emprestar cheiro ou gosto à água. O ciclista não sobrevive sem muita água.
     
  • Bolsa de selim: deve ter espaço para carregar pelo menos, uma câmara sobressalente e três espátulas. Em algumas é possível levar uma mini bomba. É importante para não deixar o ciclista no meio do caminho.
     
  • Bomba: dê preferência pelas que possuem trava de válvula de câmara e podem ser usadas tanto em bico grosso ou fino, sejam suficientes para colocar pelo menos, até 80 libras no pneu. As "double shot" são pequenas e muito eficientes.
     
  • Ferramentas: é fundamental que elas tenham qualidade. Há inúmeras opções, algumas apaixonantes. Se sua condição permitir, compre uma multiuso, própria para suas necessidades, pequena e leve, de marca conhecida. Entre duas ferramentas aparentemente iguais, a mais leve geralmente é a mais resistente.
     
  • Ciclo-computador: pode ser um grande auxílio na manutenção de um corpo sadio. Dê preferência pelo que possui "auto-stop".
     
    Não recomendado e proibido por Lei: walk-man
    É extremamente importante para a segurança do ciclista ouvir o trânsito.
     
    kit básico de sobrevivência:
  • kit de reparo e remendo para furos
  • 3 espátulas
  • tesourinha ou canivete suíço
  • canivete allen
  • chave inglêsa abertura 15 mm
  • bomba de pneu de qualidade
     
  • o selim

     
    Há uma forma de selim para cada corpo. Não é o formato do selim que dá mais conforto, mas como ele acomoda os ísquios e a musculatura das nádegas.
    Para cada uso há um tipo de selim, portanto:
     
  • Homens e mulheres têm ossatura de bacia e nádegas diferentes, portanto precisam selins específicos. Isto não descarta que um selim masculino não funcione bem para uma mulher ou vice versa.
     
  • Experimente vários selins diferentes antes de optar pelo seu. Não há uma fórmula para chegar ao formato correto do selim a não ser por tentativa. Não descarte experimentar qualquer selim, mesmo aquele que é fino e parece desconfortável. As aparências enganam.
     
  • Selins mais largos são mais apropriados para pequenos percursos e pouco tempo de pedal, mas são desconfortáveis para um pedalar mais agressivo e muito tempo sobre a bicicleta.
     
    Formato do selim:
    O tipo de uso e o tempo que o ciclista fica sentado no selim determinam o formato deste.
    É importante que o desenho da parte de cima do selim dê apoio mais para os ísquios, o que evita problemas de pressão e conseqüente dormência na genitália.
    É conveniente haver um sistema de amortecimento de impactos como espuma, gel, elastômeros, molas ou outros. Profissionais usam selim duro essencialmente porque estes são mais leves.
     
    Tipo de selim e uso:
  • selim largo: uso urbano - distâncias curtas; pouco tempo sentado; ruas pavimentadas
  • selim muito largo: mulheres, gordos, bacia larga; distâncias curtas; pouco tempo sentado
  • selim médio: médias distâncias, mulheres, bacia larga
  • selim fino: condução esportiva
     
    Amortecimento do selim:
  • espuma: amortecimento básico, apropriado para esporte porque mantém boa sensibilidade das reações da bicicleta e é leve
     
  • gel: bom para iniciantes; podem ser muito moles e gelatinosos o que rouba a sensibilidade das reações da bicicleta
     
  • molas: podem emprestar muito conforto, mas o ciclista fica meio solto no ar, sambando sobre o selim; é pesado
     
  • elastômeros: suavizam impactos sem roubar muito da sensibilidade; é bem mais leve que mola
     
  • estrutura deformante: oferece pequena diferença, mas ajuda bem; é leve
     
  • outros: há vários outros sistemas de absorção de choques, mas os bons costumam ser muito caros. Mas, não se engane: não existe milagre!
     
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